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ARTIGO DE Daniel de Lima Barbosa sobre a OBRA

Introdução

Estou deixando aquela fase do individuo, que vem antes da entrada na vida intelectual. Nesta fase você considera que o conhecimento adquirido por simples vivência somado a passagem de tempo, já lhe garante posição intelectual acima de Platão ou Aristóteles.

Você pode levar esta situação – de aversão ao conhecimento já estabelecido por obras literárias em sua área – por toda a sua vida e cometer o erro de ser um profissional medíocre.

Caso você acorde do transe, de acreditar que sua sabedoria aplaca as Sabedorias passadas, você terá a oportunidade de alcançar o ponto máximo de desenvolvimento em sua carreira profissional.

Me libertei do pensamento, de que para se escrever uma história para cinema ou um romance, basta o meu conhecimento adquirido pela vivência. Pensamento este que te faz ignorar as descobertas da área, como, a Jornada do Herói, as regras para a construção de cenas no cinema. Pensamento este que te mantêm sonhando com os pés sempre na mediocridade.

A seguir está meu primeiro passo nesta nova vida de estudos e domínio da área de escritor de Histórias narrativas. Uma retomada de alguns poucos pontos abordados no livro: “Manual do Roteiro” de Syd Field.

A Necessidade do Herói

No livro “A Jornada do Escritor” conhecemos os 12 passos pelos quais todo herói passa durante o transcorrer de sua história, tenha o escritor consciência ou não deles.

Já no segundo passo da Jornada temos o, “CHAMADO A AVENTURA” que é percebido na narrativa, como aquele fato que tira o nosso herói de sua vida rotineira, fazendo com que ele tenha que tomar posição perante os fatos, de preferência embarcando na aventura.

Ao ler o livro “Manual do Roteiro” aprendemos o termo “Necessidade do Herói”, uma ferramenta muito interessante e que por si só já pode te ajudar a escrever muitas histórias.

—Zezinho! – grita a mãe da cozinha.

Zezinho deixa os carrinhos na areia e se apresenta à sua mãe na cozinha, – Sim mãe, estou aqui.

—Tome aqui 5 reais, vá comprar pão para o café da tarde.

Zezinho é nosso herói da vez, ele estava tranquilo brincando com seus carrinhos (Mundo Comum) e agora recebe um chamado da mãe, para comprar pães (Chamado a Aventura/Necessidade do Herói).

Comprar pães se torna a Necessidade de Zezinho para este enredo, apenas com este conceito você tem uma história, a que narra a ida de Zezinho à padaria, comprando os pães e retornando à mãe.

Devemos, encontrar a necessidade de cada personagem dentro da narrativa e trabalhar na convergência de todos. Ao encontrar a necessidade de seu herói, agora você passa a trabalhar em obstáculos à realização desta necessidade.

A história de Zezinho pode ficar bem mais interessante, se ao montar em sua bicicletinha para ir a padaria, a mesma estiver com o pneu furado. O que fará nosso herói? Vai desistir, vai percorrer o caminho a pé, vai empurrar a bicicleta até uma bicicletaria e remendar o pneu…

A Necessidade é sempre clara na cabeça de nosso herói, é ela quem dirige as decisões de nosso herói durante toda a história.

Mesmo que você não deixe explicitada a necessidade de seu herói para o leitor, ela estará lá sendo um norte para você durante a criação da história.

Contexto & Conteúdo


Fiz um vídeo sobre este tema, você pode vê-lo em meu Canal no YouTube.

O Contexto é a Xícara e o Conteúdo é o Líquido que a preenche. A xícara é o conjunto de regras que o mundo real impõe ao líquido.

Ao se adicionar líquido em um recipiente qualquer, veremos que ele preenche e se molda ao formato do vasilhame, se for quadrado, o líquido tomará todos os espaços e sem maiores objeções se tornará quadrado, da mesma forma, a depender do frasco e suas limitações/regras isto determinará o comportamento do líquido.

Transportar este conceito para a criação de cenas em um roteiro significa que o CONTEXTO é tudo o que circunda a AÇÃO e PERSONAGENS, desde cenário, como temperatura, regionalismos, período histórico…

Não se vê pessoas abrindo uma garrafa de café e despejando o líquido sobre a mesa, antes se coloca uma xícara, daí o café. Da mesma forma, não se ilustra uma cena entre personagens indo direto aos diálogos e ações, antes é estabelecido o contexto, só depois o conteúdo é passado em sua natureza, sempre respeitando a influência que o contexto tem sobre o comportamento do conteúdo.

Qual o CONTEXTO de minha história?

Sua narrativa não precisa estar sempre limitada ao contexto do mundo real, apenas nos casos em que sua história acontece no mundo real.

E quando minha história acontece no Espaço Sideral. Como poderei definir o contexto, sendo que não conheço as regras que sustentam meu mundo fantástico?

John Ronald Reuel Tolkien o escritor de “O Senhor dos Anéis” além da narrativa criou um mundo totalmente novo, um mundo com suas regras exclusivas, com raças fantásticas e seres que convivem dentro de um grande ecossistema. A obra de Tolkien é um grande exemplo de CONSTRUÇÃO de contexto.

Até que ponto os fenômenos sobrenaturais de sua narrativa podem se manifestar? Eles tem força para partir a terra ao meio, ou apenas são capazes de mover uma caneta sobre a mesa?

Uma vez definido o contexto você deve respeitá-lo, pois ele passa a ser percebido como, as Regras do Jogo, ao contradizê-lo você mostra à plateia que está assistindo, uma quebra na lógica preestabelecida, mostra que não foi capaz de trabalhar dentro do próprio contexto que criou, no momento em que fez vista grossa a esta contradição elementar.

1 Defina o Contexto antes de começar uma história; 2 Até que a história termine, respeite as regras do contexto.

Veja mais,

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por Daniel: